quinta-feira, 20 de março de 2014

Bipolaridade e o Exercício Físico







São inúmeras as evidências dos efeitos benéficos do exercício físico sobre a saúde em geral. Nos últimos vinte anos, diversos trabalhos científicos têm avaliado o papel da prática de atividade física em pacientes com algum tipo de transtorno psicológico, sugerindo um efeito positivo do exercício físico tanto no tratamento, quanto na melhora da qualidade de vida e bem-estar destes indivíduos. O caso do transtorno afetivo bipolar é um dos mais notáveis.
 
Os distúrbios bipolares caracterizam-se por oscilações entre a depressão e a mania, os quais envolvem episódios maníacos, hipomaníacos, depressivos e mistos. Ocorre uma escassez de substâncias que são encarregadas de propagar os estímulos nervosos. Os sintomas mais comuns são oscilação de humor, falta de energia e de motivação, muito ou pouco apetite, pouco ou muito interesse sexual, incapacidade de tomar decisões, pensamentos negativos, concentração reduzida, insônia, agressividade, irritabilidade e ansiedade.
 
A atividade física atua positivamente nesses quadros clínicos como prevenção de possível recaída e contribui para diminuir quantitativamente a necessidade da ingestão medicamentosa. Exercícios aeróbicos com intensidade em torno de 65% a 80% auxiliam na redução de ansiedade, podendo assim reduzir o nível de cortisol, que normalmente se encontra aumentado no portador do distúrbio bipolar. A prática de exercício físico aponta mudanças nos níveis de neurotransmissão, afetando positivamente o comportamento afetivo e motor, a percepção sensorial e a integração sensório-motora. 

Com relação ao sono, a atividade física é considerada uma intervenção não farmacológica para melhora da qualidade do sono. Pesquisas apontam que pessoas ativas têm melhor qualidade de sono do que as inativas.

Exercícios físicos com intensidade de 70% a 80% da freqüência cardíaca, paralelamente ao relaxamento (ioga, bola suíça, body balance e outros), têm mostrado grande eficiência na regularização do parâmetro bioquímico do cortisol, melhorando a qualidade de vida e prevenindo as doenças crônicas degenerativas. As atividades aeróbicas com intensidades maiores, de 80% a 85%, auxiliam na captação de serotonina.

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