sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Bipolaridade na Gravidez







Imagine quando uma gestante é diagnosticada com a Bipolaridade?


há até pouco mais de 10 anos, médicos aconselhavam mulheres com transtorno bipolar a não terem filhos. Apesar desse pensamento ser agora ultrapassado, elas ainda enfrentam decisões, muitas vezes difíceis, sobre como lidar com seu tratamento durante a gravidez.
A maioria das drogas prescritas para o transtorno bipolar estão associadas a algum risco de malformações congênitas, mas as pacientes que interrompem a medicação têm um alto risco de recaída de um episódio depressivo, maníaco ou misto. Durante o período puerperal, a taxa de recaída é ainda maior, chegando a 50% a 70%, segundo algumas estimativas. E mais alarmante ainda: mulheres com transtorno bipolar têm um risco 100 vezes maior do que outras mulheres de desenvolverem psicose pós-­parto, uma condição grave que pode resultar em suicídio materno e infanticídio.

As paciêntes interrompem seu tratamento muito em função de estarem preocupadas com possíveis malformações congênitas, mas frequentemente não sabem que a doença, por si só, pode causar dano ao bebê inclusive de malformações, como microcefalia, e desfechos obstétricos, como hipoglicemia neonatal, nascimento prematuro e baixo peso ao nascer, aumento de risco de terem comprometimento cognitivo, prejuízos no funcionamento social, emocional e comportamental, além de desenvolverem transtornos mentais graves. Mulheres com THB (Transtorno de Humor Bipolar), tanto as em tratamento quanto as que o interrompem, tendem a ter mais comportamentos não-saudáveis. Achados como sobrepeso, tabagismo, abuso de álcool e outras substâncias são mais frequentes que em mulheres não-bipolares, e esses dados, em conjunto, conferem aos transtornos mentais maternos graves, como o transtorno bipolar. O tratamento farmacológico é geralmente realizado com estabilizadores do humor, tais como o lítio, os anticonvulsivantes, os antipsicóticos e os antidepressivos ou com a eletroconvulsoterapia. Contudo, apenas 40% dos pacientes que aderiram ao tratamento medicamentoso se mantêm sem recaídas . Pode-se agregar mais um valor ao tratamento – a psicoeducação.

A psicoeducação consiste em, num primeiro momento, fornecer ao paciente informação sobre o transtorno, o tratamento farmacológico, os efeitos colaterais da medicação, as dificuldades associadas à doença, os riscos do uso de drogas, gravidez e aconselhamento genético, o risco de suicídio e a importância de hábitos regulares de vida. Em seguida, deve-se incentivar a identificação da topografia de seus comportamentos durante os episódios de mania, depressão ou estado misto, além dos estímulos antecedentes para os mesmos
Fora o preconceito e ausência de tratamento. Medicamentos e terapias associadas podem ajudar e tornar a vida de pacientes com THB ainda melhor de ser vivida! Procure seu médico.

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