
Imagine quando uma gestante é diagnosticada com a Bipolaridade?
há até pouco mais de 10 anos, médicos aconselhavam mulheres com
transtorno bipolar a não terem filhos. Apesar desse pensamento ser agora
ultrapassado, elas ainda enfrentam decisões, muitas vezes difíceis,
sobre como lidar com seu tratamento durante a gravidez.
A maioria das drogas prescritas para o transtorno bipolar estão
associadas a algum risco de malformações congênitas, mas as pacientes
que interrompem a medicação têm um alto risco de recaída de um episódio
depressivo, maníaco ou misto. Durante o período puerperal, a taxa de
recaída é ainda maior, chegando a 50% a 70%, segundo algumas
estimativas. E mais alarmante ainda: mulheres com transtorno bipolar têm
um risco 100 vezes maior do que outras mulheres de desenvolverem
psicose pós-parto, uma condição grave que pode resultar em suicídio
materno e infanticídio.
As paciêntes interrompem seu tratamento muito em função de estarem
preocupadas com possíveis malformações congênitas, mas frequentemente
não sabem que a doença, por si só, pode causar dano ao bebê inclusive
de malformações, como microcefalia, e desfechos obstétricos, como
hipoglicemia neonatal, nascimento prematuro e baixo peso ao nascer,
aumento de risco de terem comprometimento cognitivo, prejuízos no
funcionamento social, emocional e comportamental, além de desenvolverem
transtornos mentais graves. Mulheres com THB (Transtorno de Humor
Bipolar), tanto as em tratamento quanto as que o interrompem, tendem a
ter mais comportamentos não-saudáveis. Achados como sobrepeso,
tabagismo, abuso de álcool e outras substâncias são mais frequentes que
em mulheres não-bipolares, e esses dados, em conjunto, conferem aos
transtornos mentais maternos graves, como o transtorno bipolar. O tratamento farmacológico é geralmente realizado com
estabilizadores do humor, tais como o lítio, os anticonvulsivantes, os
antipsicóticos e os antidepressivos ou com a eletroconvulsoterapia. Contudo, apenas 40% dos pacientes que aderiram ao
tratamento medicamentoso se mantêm sem recaídas . Pode-se agregar mais um valor ao tratamento – a psicoeducação.
A psicoeducação consiste em, num primeiro momento, fornecer ao paciente informação sobre o transtorno, o tratamento farmacológico, os efeitos colaterais da medicação, as dificuldades associadas à doença, os riscos do uso de drogas, gravidez e aconselhamento genético, o risco de suicídio e a importância de hábitos regulares de vida. Em seguida, deve-se incentivar a identificação da topografia de seus comportamentos durante os episódios de mania, depressão ou estado misto, além dos estímulos antecedentes para os mesmos
Fora o preconceito e ausência de tratamento. Medicamentos e terapias
associadas podem ajudar e tornar a vida de pacientes com THB ainda
melhor de ser vivida! Procure seu médico.





