Tenho medo de enlouquecer.
Ontem surtei com a minha mãe. Ninguém segura a gente em um momento de agressividade.
Fico muito irritado, alucinado mesmo, quando me perguntam: “Tudo bem?”. Sinto vontade de matar a pessoa! Fico com as minhas mãos coçando para grudar em seu pescoço e estrangulá-la!
Fico
olhando para os outros e sentindo uma vontade louca de matá-los, de
espancar a todos que estão na minha frente. Acho que sou perigoso às
pessoas; tenho medo de fazer mal a elas.
Não
suporto e não confio na minha mãe e nem no meu pai. Tenho raiva da
minha ex-mulher, da minha filha, dos membros da igreja que
freqüentava... Não suporto falar com quase ninguém, exceto algumas
poucas pessoas. A única pessoa com quem me dou bem é com minha irmã, que
me dá carinho e atenção.
Sinto
vontade de me suicidar constantemente, de beber até cair, ou até mesmo
de me mudar para bem longe, onde ninguém me conheça, mas o médico sempre
me diz que não é bom ficar sozinho.
Não tenho vontade de fazer nada; a doença mudou até meu organismo.
Em
certos momentos sinto vontade de bater nas pessoas. Nem saio na rua
para não ter problemas, então me tranco em casa e tento esquecer tudo.
Estou
afastado pelo INSS há um ano, e fico muito chateado quando vou passar
pela perícia. Todos lá acham que eu estou bem e querem me dar alta, mas
eu me sinto imprestável! Então afastam-me por mais dois meses, e o que
eu recebo é gasto com meu tratamento.
Tenho outros problemas de saúde, e acho uma humilhação ter que implorar auxilio-doença; somos muito humilhados lá.
Sinto
vontade de sumir! Perdi minha esposa e minha filha por causa deste
problema. Separei-me há dois anos, e pedi que elas fossem para a casa
dos pais da minha ex-mulher em uma cidade que fica a 3 800 km, para
protegê-las de mim. Temia que em uma crise pudesse ficar agressivo e
acabar machucando a ela ou à minha filha. Elas não acreditam que eu
tenho uma doença e acham que estou mentindo, que me escondo atrás disso
para não trabalhar e para não estar casado, dizem que nunca fui homem o
suficiente, etc.
Sinto-me
triste, sozinho, muito carente, feio, inferior, sem nenhuma alegria...
Não agüento mais isso! A bipolaridade e a enorme depressão que sinto
tomam conta de mim e sinto que estou morrendo aos poucos. Às vezes tenho
vontade de me cortar todo com facas.
Tenho
medo de um dia vir a amar alguém, pois acho que não estou pronto para
isso. Também ainda não encontrei alguém que goste de mim...
No momento faço uso de Lítio, Risperidona e Clorpromazina diariamente, mas ainda assim sinto-me muito mal.
Queria muito voltar à minha vida normal, mas sinto que não tem jeito.
*Depoimento
de Anjo_Noturno (Homem de 35 anos, separado há dois anos, diagnosticado
o TAB a um ano. Hoje reside sozinho no interior de São Paulo).

Olá, gostaria que vissem esses dois artigos, de meu blog, de repente podem ajudar. beleza ? valeu. Que Deus o Abençoe. http://deondeparei.blogspot.com.br/2014/04/transtorno-afetivo-bipolar.html
ResponderExcluirhttp://deondeparei.blogspot.com.br/2014/03/transtornos-psiquiatricos-e-problemas.html
Obrigado pela visita Amadeu Epifânio .Muito bom seu blog.
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