terça-feira, 9 de abril de 2013

O Transtorno bipolar na mulher.





Bipolaridade no Sexo Feminino


Diferenças sexuais, descritas em vários transtornos psiquiátricos, também parecem estar presentes no transtorno afetivo bipolar (TAB). A prevalência do TAB tipo I se distribui igualmente entre mulheres e homens. Mulheres parecem estar sujeitas a um risco maior de ciclagem rápida e mania mista, condições que fariam do TAB um transtorno com curso mais prejudicial no sexo feminino. Uma diátese depressiva mais marcante, uso excessivo de antidepressivos e diferenças hormonais surgem como hipóteses para explicar essas diferenças fenomenológicas, apesar das quais, mulheres e homens parecem responder igualmente ao tratamento medicamentoso. A indicação de anticonvulsivantes como primeira escolha em mulheres é controversa, a não ser para o tratamento da mania mista e, talvez, da ciclagem rápida. O tratamento do TAB na gravidez deve levar em conta tanto os riscos de exposição aos medicamentos quanto à doença materna. A profilaxia do TAB no puerpério está fortemente indicada em decorrência do grande risco de recorrência da doença nesse período. Embora, de modo geral, as medicações psicotrópicas estejam contra-indicadas durante a amamentação, entre os estabilizadores do humor, a carbamazepina e o valproato são mais seguros do que o lítio. Mais estudos são necessários para a confirmação das diferenças de curso do TAB entre mulheres e homens e a investigação de possíveis diferenças na efetividade dos tratamentos. 


Depoimento de uma mulher Bipolar 


O problema é o excesso está presente em tudo o que diz respeito ao bipolar, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, não simplesmente somos, mas quando somos, somos em demasia, ou comemos demais, ou bebemos demais, ou amamos demais, ficamos felizes demais, tristes demais, nos falta o equilíbrio e por ele brigamos tanto, nessa árdua guerra chamada vida, pra nós cada dia vivido é uma batalha vencida e nunca sabemos quando será no dia seguinte.Mas o que me levou a escrever este post foi exatamente para contar, que a minha salvação, sempre esteve nos excessos das minhas paixões, elas sempre me salvaram e me fizeram permanecer viva. Já na junventude quando aos primeiros sintomas me levavam a oscilações constantes, só a paixão me mantinha viva, era algo maior que eu, falo da paixão, aquela de se apaixonar mesmo, no meu caso a primeira paixão foi aos 16 e amei esse garoto até os 19, e desde então amor e paixão tem sido meu combustível de vida, ou seja,  a única coisa que pode me salvar é a paixão, o estar apaixonada, o frio na barriga, sem esse sentimento me sinto morta, esse é o meu melhor remédio o meu antidepressivo.Mas a paixão um dia acaba, a gente se casa, o amor às vezes vira amizade e tento aprender a conviver com a mesmice dos sentimentos, pra mim é mto difícil pq amar é parte da vida!






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