Bipolaridade no Sexo Feminino
Diferenças sexuais, descritas
em vários transtornos psiquiátricos, também parecem
estar presentes no transtorno afetivo bipolar (TAB). A prevalência
do TAB tipo I se distribui igualmente entre mulheres e homens. Mulheres
parecem estar sujeitas a um risco maior de ciclagem rápida e
mania mista, condições que fariam do TAB um transtorno
com curso mais prejudicial no sexo feminino. Uma diátese depressiva
mais marcante, uso excessivo de antidepressivos e diferenças
hormonais surgem como hipóteses para explicar essas diferenças
fenomenológicas, apesar das quais, mulheres e homens parecem
responder igualmente ao tratamento medicamentoso. A indicação
de anticonvulsivantes como primeira escolha em mulheres é controversa,
a não ser para o tratamento da mania mista e, talvez, da ciclagem
rápida. O tratamento do TAB na gravidez deve levar em conta tanto
os riscos de exposição aos medicamentos quanto à
doença materna. A profilaxia do TAB no puerpério está
fortemente indicada em decorrência do grande risco de recorrência
da doença nesse período. Embora, de modo geral, as medicações
psicotrópicas estejam contra-indicadas durante a amamentação,
entre os estabilizadores do humor, a carbamazepina e o valproato são
mais seguros do que o lítio. Mais estudos são necessários
para a confirmação das diferenças de curso do TAB
entre mulheres e homens e a investigação de possíveis
diferenças na efetividade dos tratamentos.
Depoimento de uma mulher Bipolar
O problema é o excesso está presente em tudo o que diz respeito ao bipolar, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, não simplesmente somos, mas quando somos, somos em demasia, ou comemos demais, ou bebemos demais, ou amamos demais, ficamos felizes demais, tristes demais, nos falta o equilíbrio e por ele brigamos tanto, nessa árdua guerra chamada vida, pra nós cada dia vivido é uma batalha vencida e nunca sabemos quando será no dia seguinte.Mas o que me levou a escrever este post foi exatamente para contar, que a minha salvação, sempre esteve nos excessos das minhas paixões, elas sempre me salvaram e me fizeram permanecer viva. Já na junventude quando aos primeiros sintomas me levavam a oscilações constantes, só a paixão me mantinha viva, era algo maior que eu, falo da paixão, aquela de se apaixonar mesmo, no meu caso a primeira paixão foi aos 16 e amei esse garoto até os 19, e desde então amor e paixão tem sido meu combustível de vida, ou seja, a única coisa que pode me salvar é a paixão, o estar apaixonada, o frio na barriga, sem esse sentimento me sinto morta, esse é o meu melhor remédio o meu antidepressivo.Mas a paixão um dia acaba, a gente se casa, o amor às vezes vira amizade e tento aprender a conviver com a mesmice dos sentimentos, pra mim é mto difícil pq amar é parte da vida!

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